sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O mito da caverna - Platão



PLATÃO. O mito da caverna. Obra disponível para download no site Projeto Livros para todos em http://livrosparatodos.net/livros-downloads/o-mito-da- caverna.html acessado em 13/09/08.

O Mito da Caverna
Extraído de "A República" de Platão. 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291

(Transcrição literal do texto disponível no site citado)

SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.
GLAUCO - Imagino tudo isso.
SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.
GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!
SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras p rojetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?
GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.
SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?
GLAUCO - Não.
SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?
GLAUCO - Sem dúvida.
SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pe las sombras dos objetos?
GLAUCO - Claro que sim.
SÓCR ATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.
GLAUCO - Necessariamente.
SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.
Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?
GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.
SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir o s objetos que o comum dos homens tem por serem reais? GLAUCO - A princípio nada veria.
SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.
GLAUCO - Não há dúvida.
SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
GLAUCO - Fora de dúvida.
SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.
GLAUCO - É claro que gradu almente chegaria a todas ess as conclusões.
SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?
GLAUCO - Evidentemente.
SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um p obre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?
GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.
SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria antes que os o lhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a e ste respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valer a a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?
GLAUCO - Por certo que o fariam.
SÓCRATES - Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é b elo e bom, cria dora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.

extraído de : http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=747

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ANTONINA - NOVO PATRIMÔNIO NACIONAL

Hoje, 26/01/2012 foi tombado o centro histórico de Antonina. Segue o informatifo retirado do sítio do IPHAN. vá pra lá.


Uma das primeiras áreas brasileiras exploradas pela Coroa Portuguesa, a cidade paranaense ainda mantém seus traços arquitetônicos

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural na sede do Instituto do Patrimônio Histórico de Artístico Nacional - Iphan, em Brasília, aprovou nesta quinta-feira, dia 26 de janeiro, o tombamento do centro histórico de Antonina, no litoral do Paraná. De acordo com o parecer técnico elaborado pelo Iphan, a área tombada materializa os processos de ocupação territorial no Sul do Brasil, particularmente no Paraná, e está diretamente ligada ao primeiro ciclo de exploração do ouro no país. O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, lembra que Antonina já possui tombamentos isolados pelo governo estadual e a decisão do Conselho Consultivo proporciona “a inclusão de mais um agente, que é o Iphan, em todo um trabalho que já vem sendo realizado pela preservação do patrimônio cultural”.

O tombamento do conjunto histórico e paisagístico de Antonina integra a política do Iphan que visa ampliar as áreas protegidas e inclui o município no rol das cidades históricas do Brasil. A extensão do tombamento compreende o centro histórico da cidade e o complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM). Para o conjunto Matarazzo, será incentivada a continuidade da atividade portuária, por meio de diretrizes para ocupação da área, desde que sejam preservados e recuperados os imóveis remanescentes mais importantes individualizados no tombamento.

História
A região da Baía de Paranaguá foi uma das primeiras áreas exploradas pela Coroa Portuguesa na Região Sul do Brasil. Com sua extensa entrada para o continente, foi considerada um local estratégico para o controle da região e para a busca por índios e metais preciosos. A exploração de ouro na baía impulsionou o desenvolvimento inicial de Paranaguá, bem como das localidades vizinhas, como Antonina, Guaraqueçaba e Morretes.

As primeiras descobertas de jazidas em Minas Gerais, no início do Século XVIII, deflagraram o processo conhecido como “corrida do ouro” e fez com que as povoações formadas no litoral do Paraná voltassem suas atividades para a subsistência. Com a elevação de Antonina à categoria de Vila, em 1798, e com a reabertura dos portos brasileiros dez anos mais tarde, a disputa entre Paranaguá e Antonina pelo controle da atividade portuária se acirra. Como resultado deste embate político, o Caminho da Graciosa é reaberto para facilitar o escoamento da produção agrícola do interior do estado para o litoral.

A partir de 1820, com a implantação de engenhos de erva mate para exportação, o incremento de atividade portuária levou a um rápido crescimento urbano, com a abertura de novas ruas, a construção das igrejas de São Benedito e de Bom Jesus do Saivá, do primeiro trapiche e do mercado de Antonina. Obras para tornar o Caminho da Graciosa carroçável e a construção da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, na segunda metade do Século XIX, intensificaram a comunicação entre Antonina e as demais cidades paranaenses.

A partir de 1914 houve um novo período de crescimento para a cidade, com o início das atividades das Indústrias Matarazzo. Devido à falta de investimentos, ao assoreamento dos canais da baía e ao progressivo aumento do calado das embarcações, a partir de 1930, o Porto de Antonina entra em decadência. Várias empresas fecharam as portas, levando a cidade, mais uma vez, à estagnação econômica. Em 1972 houve o fechamento das Indústrias Matarazzo e, em 1976, a desativação do ramal ferroviário Morretes-Antonina.

Paisagem natural
O ambiente natural de Antonina, formado pelas montanhas da Serra do Mar e pela Baía de Paranaguá, foi determinante para a implantação da cidade neste local e para a forma como se deu seu crescimento. Por esse motivo, Antonina foi descrita como pitoresca por viajantes que por ali passaram no Século XIX, como o engenheiro inglês Thomas Bigg Wither: "um lugarejo bonito e até pitoresco, situado, como está, entre a terra e a água, ao pé de gigantesca cadeia de montanhas, a Serra do Mar”.

A escala e porte de Antonina relacionam-se harmonicamente com o ambiente natural em que está inserida. Este conjunto preserva uma rara qualidade ambiental nas atuais cidades brasileiras e configura-se em potencial para seu desenvolvimento social.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Também está na pauta da reunião do Conselho Consultivo em Brasília a proposta de tombamento dos centros históricos de Manaus, no Amazonas, e das cidades piauienses de Oeiras e Piracuruca. Os conselheiros também vão avaliar a proposta de Registro como Patrimônio Cultural do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.

Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477

Assessoria de Comunicação Iphan-PR
Cupola Comunicação Integrada
Michel Prado – michel.prado@cupola.com.br
(41) 3979-6981 | (41) 9686-6713

www.iphan.gov.br / www.twitter.com/IphanGovBr

Fonte: Ascom - Iphan/PR

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Caminhos da Serra do Mar no Paraná



Documentário realizado no meado da década de 90 sobre os principais caminhos que ligam a planície litorânea ao primeiro planalto paranaense transpondo a 'Serra do Mar'.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Perfil do Paraná





A Gazeta do Povo lançou uma série de reportagens sobre a População e os aspectos naturais do estado do Parana.
Entre as reportagens estão sobre as maiores montanhas do estado, principais rios, principais espécies vegetais, as sete maravilhas do estado, as regiões mais altas do estado habitadas.... até um quizz sobre geografia do Paraná, um prato cheio aos ,mais antenados.

Acesse o quizze aqui.

Boas férias, a máfia nunca pára.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

IPHAN - tombamento de Paranaguá

Essa é velha (2009), mais muita gente ainda não sabe. O tombamento irá alavancar uma série de mudanças na região histórica de Paranaguá. Só o PAC injetará 41 milhões até 2013.

Vale apena também entrar no site do IPHAN.


Centro histórico de Paranaguá é tombado pelo Iphan

03/12/2009
Conselho Consultivo do Iphan, reunido em Minas Gerais, acaba de aprovar tombamento da cidade paranaense

Paranaguá é a partir das 11h30 de hoje, dia 3 de dezembro de 2009, a mais nova cidade do Paranaese a ter seu centro histórico tombado como patrimônio nacional. A decisão acaba de ser tomada pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, que está reunido na cidade de São João del-Rei, em Minas Gerais.

De acordo com o superintendente do Iphan no Paraná, José La Pastina Filho, esse é um reconhecimento à importância da primeira cidade do estado do Paraná para a grandeza do país. O plano diretor do município, em 1967, já considerava a região como área de proteção rigorosa. O tombamento estadual ocorreu em 1990. Segundo La Pastina, no centro histórico há três monumentos tombados pelo Iphan, que agora pretende sua chancela a todo o conjunto arquitetônico e urbanístico.

A área a ser reconhecida e protegida como patrimônio nacional pelo Iphan abarca todo o núcleo mais antigo da cidade, indo desde a Igreja de São Benedito, na Rua Conselheiro Sinimbu até a Rua Visconde de Nácar. Engloba importantes exemplares da arquitetura colonial brasileira, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, o Colégio dos Jesuítas, a Igreja da Ordem 3ª de São Francisco das Chagas, além da antiga Rua da Praia. É proposta ainda uma poligonal de entorno, como uma transição entre a área a ser tombada e o restante da cidade, e onde situam-se outros exemplares arquitetônicos significativos para a história da cidade.

A ocupação inicial dessa região do Paraná se deu por volta de 1550, na Ilha de Cotinga, ligada ao início da exploração do ouro no Brasil. Cerca de 20 anos mais tarde, Domingos Peneda liderou a chegada dos pioneiros que conquistaram o território habitado pelos índios carijós, construindo as primeiras habitações. Neste período começava o comércio entre os portos de Paranaguá, Rio de Janeiro e Santos. Anos depois os espanhóis tomaram a região que passou a chamar-se Baya de la Corona de Castilha, até que o capitão provedor Gabriel de Lara retomou a região para a coroa portuguesa. Em 1648 o povoado foi elevado oficialmente à condição de vila, e por volta dessa época foi instalada a Real Casa de Fundição de Ouro, que cobrava o Quinto, ou seja, o imposto de 20% sobre o minério extraído na região. Essa Casa de Fundição foi uma das primeiras do Brasil, instalada antes do início da exploração do ouro em Minas Gerais.

O início da cidade e as ordens religiosas

Ata da Câmara datada de 1658 informa sobre a construção de compartimento abobadado e de uma bica de pedra na fonte de água. Nesse momento, o núcleo urbano estruturava-se nas imediações da atual Igreja Matriz e a Fonte Velha. No final do século XVII, chegou a ordem franciscana que recebeu da Câmara permissão para construir um convento na entrada da vila. A igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, um dos mais belos exemplares setecentistas da arquitetura religiosa paranaense, foi erguida entre os anos de 1770 e 1784.

Os jesuítas chegaram em 1699, a pedido da Câmara e dos moradores. A construção do colégio começou em 1740, mas não pode ser concluída porque em 1759 a ordem foi banida do Brasil e de todas as colônias portuguesas no mundo. Já a Irmandade de São Benedito, uma das mais antigas da cidade, está em atividade até hoje e mantém sua singela igreja, que foi erguida a partir de 1784 no mesmo local onde existiu a Capela de Nossa Senhora das Mercês, erigida por Antônio Morato em fins do século XVII, com material da Ilha da Cotinga.

A regulamentação da vida urbana na vila foi definida em 1721, com a presença do ouvidor geral da Capitania de São Paulo, Rafael Pires Pardinho. Os 178 provimentos foram lidos para 115 moradores e tratavam de suas relações com as comunidades vizinhas, como Antonina e Curitiba, além da abertura e conservação de estradas, organização do sistema de defesa militar, projeto para a construção da Casa de Câmara e Cadeia de Paranaguá, entre outros. O novo cais de pedra foi construído em frente à Casa de Câmara e Cadeia, o que provocou a expansão urbana para o local, dando início à estruturação da atual Rua General Carneiro, com seu casario, com o Colégio dos Jesuítas de um lado e o antigo Largo do Estaleiro do outro. Para proteger a entrada da baia, em 1767 teve início a construção da Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel.

A arquitetura em Paranaguá

Ao contrário das cidades do planalto, surgidas ao longo do Caminho das Tropas e que apresentam uma conformação linear, Paranaguá desenvolveu-se em torno de seu porto. Do final do século XVIII até 1896, a estrutura da cidade permaneceu praticamente a mesma. Com relação à arquitetura, destacam-se sobrados, moradias típicas de quem detinha o poderio econômico, onde o pavimento térreo era destinado ao comércio e também ao depósito e alojamento de escravos e serviçais.

O desenvolvimento da cidade era quantificado pelo número de sobrados construídos. Exemplos dessa arquitetura são o conjunto de sobrados da Rua da Praia voltados para o Rio Itiberê, o conjunto arquitetônico do Largo da Matriz, avançando pela rua Conselheiro Sinimbú em direção à Igreja de São Benedito, e o mais antigo exemplar da arquitetura civil paranaense, construído à moda antiga – isto é, foram feitos antes da regulamentação urbana que entrou em vigor no início do século XVII –, na esquina das ruas Faria Sobrinho e Professor Cleto.

Sua condição de cidade portuária levou à Paranaguá influências do neoclassicismo, em função do contato com o Rio de Janeiro e outros países. Essas características estão em construções como a Câmara Municipal, o Palacete Visconde de Nácar e o prédio comercial da Rua XV de Novembro (Casas Jaraguá), com fachada de azulejos e emolduramento de vãos em cantaria. Com a construção do novo porto, em 1935, novas áreas foram urbanizadas, mas apenas para atividades portuárias, sem o deslocamento do comércio. O centro tradicional persiste e ainda hoje polariza as funções econômicas da cidade como de toda a região da Baia de Paranaguá.



Mais informações

www.iphan.gov.br

Fonte: Asco

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A bicicleta e o caranguejo




Hoje a noite aconteceu o lançamento do filme 'A bicicleta e o Caranguejo, um lugar chamado Alexandra'.
A projeção do filme, prevista para ocorrer na praça em frente a estação ferroviária, foi transferida por conta da chuva para a Escola Tiradentes.
Foi emocionante, o povo vendo sua história contada por eles mesmos na telona, em uma filmagem bem elaborada e uma trilha sonora com músicas lindíssimas.
Sexta-feira que vem haverá outra exibição por lá, vale a pena conferir.

Informações mais precisas no sitio do projeto, AQUI.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Morro do Descalvado

Alunos da Escola Estadual Mustafá Salomão estão realizando um aprofundamento no tema Mata Atlântica no Paraná, onde diversos aspectos relacionados a esta formação vegetal estão sendo levantados, bem como a relação homem X natureza.
Este tema foi apontado como relevante por moramos em um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica preservada.
No dia 18 de novembro os alunos, realizaram uma saída a campo ao morro do descalvado, também conhecida como morro do teleférico em Matinhos.
Neste dia os alunos observaram a floresta sempre atentos, exploraram a cada passo do caminho até o cume.